POS OPERATÓRIO DE JOELHO

A artroplastia de joelho é uma cirurgia que consiste na substituição da articulação pela introdução de uma prótese, geralmente de metal e polietileno, sendo fixada por meio de um cimento. A artroplastia de joelho é uma cirurgia segura, com bons resultados, desde que seja bem indicada. Para se ter uma ideia, a artroplastia do joelho é considerada um dos procedimentos mais bem-sucedidos na Medicina.
A principal indicação de artroplastia de joelho é a presença de artrose no joelho, que acaba levando à degeneração da cartilagem, seja pelo envelhecimento, excesso de peso, trauma ou outros fatores.
Outro fator importante a ser considerado, em termos de indicação de artroplastia de joelho, é a avaliação do arco do movimento.
Em alguns pacientes, há perda de mobilidade tão grande que se torna um fator incapacitante. Nesses casos, mesmo que a dor seja leve, a indicação cirúrgica deve ser considera, já que a imobilidade do paciente traz maiores problemas.
A decisão final, para indicação de uma artroplastia de joelho, portanto, deve sempre considerar o grau de dor, mobilidade e também a idade e expectativas do paciente.
Em relação à idade, os implantes duram em média até 30 anos, portanto, esse também deve ser um fator a ser considerado, embora há pacientes jovens, com a qualidade de vida bastante afetada que se beneficiam bastante da artroplastia do joelho. Além da artrose, que constitui o maior grupo de indicação, outras patologias podem ter como indicação a artroplastia do joelho. Dentre elas artrite reumatoide, espondilite anquilosante, espondiloartropatias, dentre outras patologias. A reabilitação fisioterapêutica na fase pós-operatórias da artroplastia de joelho é fundamental e de extrema importância para uma boa recuperação. Torna-se funfamental e importante que o paciente inicie o tratamento logo após a cirurgia, e o fisioterapeuta colabore na mobilização precoce do joelho, para isso é importante que o fisioterapeuta detalhe todos os passos do tratamento ao paciente (SILVA, 2006), minuciosamente, como será a fase pós operatória da artroplastia total de joelho relatando as várias fases, no pós-operatório imediato, orientando sobre o seu posicionamento, com um ganho amplitude de movimento, se houver dores, aplicar crioterapia, correntes analgésicas como o TENS, no local da dor, mobilização passiva partindo de 0 a 90 graus de flexão, exercícios de respiração, exercícios de bomba tíbiotarsica, mobilização patelar e exercícios isométricos de abdominais, glúteos e quadríceps (OLIVEIRA , 2012). A mobilização passiva contínua é muito importante na fase do pós-operatória de artroplastia total de joelho, beneficiando o aumento do arco de movimento, redução de edemas residuais, redução de analgésicos, e da necessidade de manipulação cirúrgica (SALMELA et al., 2003). 1.6.2 Fase Ambulatorial Quando o paciente se encontra em fase ambulatorial, a preferência é atribuída inicialmente ao controle de dor e da tumefação, promover autonomia em mobilidade, subir escadas, treinar a marcha, preservar a amplitude de movimento que já obteve, e progredir no arco de 0 a 120 graus, juntamente com o grau de força com evolução de 3 para 5 e de 4 para 5 (MOREIRA, 2014). O condicionamento aeróbico pode ser realizado em cicloergometro dando preferência extensão e flexão, mantendo o conforto e prevenindo lesões e estresse no final da amplitude, com isso irá melhorar o alongamento e a alta repetição (DUTTON, 2010)., mobilização patelar, e auto alongamento de baixa resistência, tem a finalidade de aumentar a ADM de joelho (KISNER; COLBY, 2009). 15 A crioterapia tem como objetivo promover a vasoconstrição, redução do metabolismo, consequentemente provocando efeitos analgésicos, redução da contratura muscular, diminuição do edema, prevenindo a progressão da inflamação, facilitando a mobilização passiva e o tratamento, sendo um dos procedimentos mais utilizados para a redução de dor e edema em pós-operatórios de cirurgias na ortopedia, tendo também a vantagem de não causar efeitos colaterais (SILVA, 2006). Em um estudo de um grupo que utilizou a crioterapia, tal conduta foi eficiente em diminuir o edema em pacientes com artroplastia total de joelho, sendo o uso imediato da crioterapia de importante relevância na diminuição do edema, podendo ter resultados bastante eficientes quando sua utilização tardia é combinada com exercício ativo (KNIGHT, 2000). A estimulação elétrica nervosa transcutânea é aplicada sobre a pele para a redução de dor, esta corrente é aplicada em variadas frequências, intensidades e largura de pulso, os parâmetros para estímulo são de alta frequência: acima de 50Hz, baixa frequência: abaixo de 10Hz ou burst (MOREIRA, 2014)., exercícios resistidos com baixa carga para os músculos quadríceps femoral e isquiotibiais com tornozeleiras e bandagem elástica de leve 16 grau de elasticidade, subida e descida de escadas em banquinhos ou blocos de baixa altura e evoluindo com o tratamento dos mesmos, O alongamento muscular tem como finalidade, o aumento da ADM, consequentemente, diminuindo a rigidez e aumentando a flexibilidade e prevenindo a contração de tecidos moles, gerando uma maior elasticidade e comprimento dos músculos (OLIVEIRA, 2012). Para uma boa marcha, estudos afirmam que é preciso amplitudes de flexão de joelho de 60 a 70 graus, para subir degraus de 80 a 90 graus, para descer degraus de 90 a 100 graus, para sentar 93 graus, para levantar de um assento baixo e amarrar o sapato 105 graus, podendo ser acrescentada a cinesioterapia em geral, que levara a uma redução da rigidez e consequentemente, a um aumento da amplitude de movimento e melhora da funcionalidade, promovendo a independência do paciente (OLIVEIRA et al., 2013). Quanto ao uso de dispositivos de auxílio, terá que ser utilizado se ainda houver limitações na descarga de peso, sendo utilizado no lado contralateral do joelho operado, diminuindo a sobrecarga na articulação, na sexta semana dependendo das condições pode ser indicada uma bengala para situações de descarga de peso total, e continuar com exercícios de fortalecimento muscular
